Já está no ar a revista eletrônica de cinema e cultura alternativa
ZINGU! feita na cara e na coragem por mim, Matheus Trunk
seu editor-chefe e alguns amigos. Contamos nessa edição com
um dossiê sobre o diretor John Huston com uma análise da obra
dele. Também conta com uma entrevista exclusiva com o maior
assistente de câmera da Boca do Lixo: CONCÓRDIO MATARAZZO,
que trabalhou em mais de 25 pornochanchadas...Não perca
essa edição de novembro ! Abraços, Matheus.
O endereço da revista é o www.revistazingu.blogspot.com
Fiquem ligados: estarei atualizando esse blog mais vezes !!
Escrito por Matheus Trunk às 23h38
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Brega da Semana- Agnaldo Timóteo
Por Matheus Trunk

O Brasil é um terreno de grandes cantores: Orlando Dias, Noite Ilustrada, Nelson Gonçalves, Anísio Silva, entre outros. Houve um tempo que o cantor com a voz forte e potente detonava versos poéticos todo sentimento dos amores mal acabados e mal-resolvidos. A crítica embasbacada chamou esses cantores de bregas, cafonas e tudo fizeram para fazer com que fossem esquecidos. Porém, o talento deles e o reconhecimento pelas classes populares, tornaram esses artistas verdadeiros gigantes da canção brasileira. Um dos mais ilustres nessa situação é Agnaldo Timóteo.
Sempre intérprete de voz forte e bem colocada, Timóteo sempre se destacou como um dos maiores nomes da canção tupiniquim romântica. Seus primeiros contatos profissionais se deram graças a cantora Ângela Maria, de quem foi motorista. De origem extremamente humilde, e natural de Caratinga-MG foi engraxate, vendedor ambulante, garçom e faxineiro.
Teve sua melhor fase na gravadora Odeon (atual EMI), onde fez seus grandes sucessos. O início foi grandioso em 1965 com o disco “Surge Um Astro”. No início, gravava versões de sucessos internacionais alguns até fizeram algum sucesso como “Michele” e “A Praia” (também gravada por Agnaldo Rayol). Mas o melhor momento estava pra vir: em 1967, alinhado com as novas tendências da música romântica jovem recebe de presente de Roberto Carlos a canção MEU GRITO, que se tornou seu maior êxito e ajudou a consagrar sua figura por todo território nacional. O disco que conteve essa música, intitulado “Obrigado Querida”, lançado no mesmo ano se tornou seu LP mais vendido, contendo outras músicas que se tornariam clássicos de Timóteo como: “Mamãe Estou Tão Feliz” (dedicado a sua mãe), “Os Verdes Campos da Minha Terra” e “Obrigado Querida”. Disco que consagrou o artista mineiro, que naquele momento atingiu o topo das paradas de sucesso, passando o próprio rei Roberto Carlos.
Naquele final dos anos 60, Timóteo era provavelmente o maior vendedor de discos da gravadora Odeon (hoje EMI, que ainda não relançou toda obra do cantor) fazendo diversos sucessos nos discos seguintes como: “Quem Será”, “Deixe-me Outro Dia, Menos Hoje”, “O Mundo Me Esqueceu”, entre outros.
Nos anos 70, continuando na mesma gravadora, continuaria despontando como um dos grandes nomes cafonas do período com músicas como “Os Brutos Também Amam” (1972), “Frustações” (1973), “A Galeria do Amor” e “A Noiva” (1975), “A Galeria do Amor” (1976), entre outros. É da mesma época, a famosa de discos da chamada“trilogia da noite” (como foi chamada pelo historiador Paulo César de Araújo no livro “Eu Não Sou Cachorro Não- Música Popular Cafona e Ditadura Militar) do cantor com os LPs: “A Galeria do Amor” (1975), “Perdido Na Noite” (1976) e “Eu Pecador” (1977).
Já na década de 80, Timóteo não tem o mesmo sucesso, ficando na EMI-Odeon até 1985. Depois se transfere a Continental, a Globo Columbia, Sony e mais atualmente vem lançando seus CDs de modo independente.
No começo de carreira, como mandava a moda entre os cantores românticos usava roupas extravagantes (como sempre foi sua marca) com chapéus, correntes, camisas ora formais ora informais e anéis nos dedos menores. Atualmente, como político usa terno e gravata chamativos e de cores diferentes.
Gigante da canção romântica e de toda sua tradição, Agnaldo Timóteo detém até hoje 40 anos de carreira artística limpa e correta. Seguindo carreira política, teve em seu público fiel os eleitores que o elegeram deputado federal e quase governador do Rio de Janeiro. Atualmente é vereador pela cidade de São Paulo, continuando dando diversos shows pelo país e estando quase semanalmente na televisão.
Na próxima semana, outro grande cantor brega !
Escrito por Matheus Trunk às 22h38
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Tamanho não é documento
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Texto originalmente publicado na revista Melodias, A revista da mocidade – Ano XV, nº 121 – outubro de 1967

Costuma-se dizer que tamanho não é documento. Nelson Ned, mineiro de Ubá, veio provar que essa máxima é verdadeira. Suas atuações diante dos microfones e câmaras de TV colocam o público em estado de completa euforia. Sua voz, aliada à sua impressionante comunicabilidade, o transformam num gigante, diante dos olhos de seus fãs.
Na realidade, Nelson Ned tem apenas 90 cm de altura e canta desde os 5 anos de idade. Sua família, que mora ainda em Belo Horizonte, onde ele começou a carreira, gostava muito de ouvi-lo cantar “Eu sonhei que tu eras tão linda”. [ n.e. Na verdade, “Eu sonhei que tu estavas tão linda”, de Francisco Mattoso e Lamartine Babo ]
Aos 16 anos (Nelson tem agora 20 anos) tinha um programa próprio na TV Itacolomi, cujo nome era Gente, o tamanho não importa. Cantou também na Inconfidência sob a direção de Aldair Pinto e também na Rádio Guarani.
Foi para o Rio, onde continuou cultivando sinceras amizades. Apresentado à Chacrinha, Nelson Ned prosseguiu sua vitoriosa carreira. Ganhou o concurso “Um cantor por um milhão” e, quando menos se esperava, apareceu em São Paulo para apresentar-se na Discoteca do Chacrinha. Gravou para a Philips um compacto intitulado Um show de 90 cm e, atualmente, encontra-se na Chantecler onde acaba de gravar Tamanho não é documento.
N.E. Um dos grandes vendedores de discos no Brasil dos anos 1970, Nelson Ned D’Ávila Pinto – o Pequeno Gigante da Canção – também fez muito sucesso nos Estados Unidos e em países da América Latina e da África. Intérprete e compositor de boleros, identificado com a música considerada cafona, Nelson Ned atualmente é cantor evangélico.
>> A Revista Melodias cobria o mundo televisivo e musical de meados dos anos 1960 e início dos anos 70. Famosa pelas fotonovelas que produzia, a revista da mocidade teve como um de seus editores o famoso versionista jovem-guardista Fred Jorge. Neste número, a publicação trouxe em sua capa o cantor e compositor Eduardo O Bom Araújo, protagonista de uma fotonovela com Reginaldo Rossi; uma matéria com Martinha e Wanderléa, Chico Buarque, Carmen Silva e Ataulfo Alves.
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Escrito por Matheus Trunk às 00h32
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