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Jovem Guarda/Brega Company
 


MARCOS ROBERTO NO REI MAJESTADE

Estamos aqui no Jovem Guarda Brega, fazendo uma campanha pró- Marcos Roberto. Queremos

que o genial cantor-compositor seja um dos três vencedores do concurso e grave um novo CD.

Marcão, como é conhecido pelos amigos e companheiros é uma das grandes fíguras do meio

jovem-guardista brega. Tendo participado do "Jovem Guarda" e dos "Galãs Cantam e Dançam" do

Sílvio Santos, é um dos maiores patrimônios da música brasileira.

Na Jovem Guarda, formou com o também genial Dori Edson, a maior dupla de compositores do

movimento depois da principal RC-EC

Nome: Marcos Roberto
Maior Sucesso: A Última Carta

 

Foi sucesso na década de 80 com a música "A Última Carta". Manteve-se durante meses em primeiro lugar nas paradas. Vendeu mais de 2 milhões de discos.

Foi um dos cantores mais premiados, ganhou o troféu 'Chico Viola' e vários discos de platina e diamante.

Em conseqüência desse sucesso, participou dos principais programas de rádio e TV da época.

Marcos nunca ficou longe da música. O cantor e compositor tem como mania acordar cedo para pensar em novas letras e canções.

Atualmente trabalha produzindo artistas e bandas. Gosta de aproveitar os momentos com a família e acompanhar o crescimento dos netos.

Abaixo todas as composições de Marcos Roberto para diversos artistas da Jovem Guarda e outros.

Em geral, em dupla com o também cantor Dori Edson eles fizeram uma centena de músicas juntos.

O maior sucesso da dupla foi LONGE DOS OLHOS, PERTO DO CORAÇÃO, gravada pelo próprio Dori Edson.

****Esta é uma pequena, mas singela homenagem ao grande cantor e compositor Marcos Roberto, de um grande fã dele.



Escrito por Matheus Trunk às 02h44
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TODAS AS COMPOSIÇÕES DE MARCOS ROBERTO PARA DIVERSOS ARTISTAS- 0

 

Ângela Maria

Volte (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Antônio Marcos

Meu Brinquedo (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Os Caçulas

Tente Perdoar (Marcos Roberto-Dori Edson)

Tudo Isso Só Eu Sei (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

The Big Seven

Perto dos Olhos, Longe do Coração (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Bobby Di Carlo

Não Vou Me Entregar (Marcos Roberto-Dori Edson)



Escrito por Matheus Trunk às 02h35
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TODAS AS COMPOSIÇÕES DE MARCOS ROBERTO PARA DIVERSOS ARTISTAS- 1

 

Dori Edson

Veja Se Me Esquece (Marcos Roberto-Dori Edson)

O Amor Que Nos Fará Voltar (Marcos Roberto-Dori Edson)

Você É Criança Pra Mim (Marcos Roberto-Dori Edson)

Não Adianta Mais Chorar (Marcos Roberto-Dori Edson)

Boa Noite (Marcos Roberto-Dori Edson)

Dá O Dedinho (Marcos Roberto-Dori Edson)

Você Tem Que Perdoar (Marcos Roberto-Dori Edson)

Encantamento (Marcos Roberto-Dori Edson)

Seu Adeus (Marcos Roberto-Dori Edson)

É Uma Loucura Quando Se Ama Com Loucura (Marcos Roberto-Dori Edson)

Perto dos Olhos, Longe do Coração (Marcos Roberto-Dori Edson)

Fingimento (Marcos Roberto-Dori Edson)

Antigas Namoradas (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Ed Carlos

Príncipe Encantado (Marcos Roberto-Dori Edson)

Cuidado (Marcos Roberto-Dori Edson)

Porque (Marcos Roberto)

 

Erasmo Carlos

O Tremendão (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Os Iguais

Meu Brinquedinho (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Jean Carlo

Milagre (Marcos Roberto-Dori Edson)

 



Escrito por Matheus Trunk às 02h35
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TODAS AS COMPOSIÇÕES DE MARCOS ROBERTO PARA DIVERSOS ARTISTAS- 2

 

José Roberto

Agora É Tarde (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Leno e Lílian

Veja Se Me Esquece (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Martinha

Arranje Outra Namorada (Marcos Roberto-Dori Edson)

Volte Depressa (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Nalva Aguiar

Se Eu Pudesse (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Nelson Ned

Estou Chorando (Marcos Roberto-Genival Mello)

 

Nilton César

Você Vai Pagar (Marcos Roberto-Dori Edson)

O Segredo Azul do Teu Olhar (Marcos Roberto-Chill Deberto- Betto)

Tudo Ao Contrário (Marcos Roberto-Chill Deberto)

 

Sérgio Reis

Ninguém Vai Nos Separar (Marcos Roberto-Dori Edson)

Falta Alguém (Marcos Roberto-Sérgio Reis)

 

Trio Esperança

Tente Perdoar (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Os Vips

Prova de Amor (Marcos Roberto-Dori Edson)

Tiro e Queda (Marcos Roberto-Dori Edson)

 

Waldirene

Você Entendeu Meu Olhar (Marcos Roberto-Dori Edson)

 



Escrito por Matheus Trunk às 02h34
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ENTREVISTA COM WALDIK SORIANO

 

 

 

O rei, poeta, cantor e compositor Waldik Soriano deu uma entrevista sensacional para o jornal “A Tribuna do Norte”. Transcrevo deixando claro, que a original está no genial blog Contos Bregas (www.contosbregas.zip.net )

 

O romântico é brega ou o brega é romântico?
Brega é aquela pessoa ignorante, que trata a  musica romântica de brega. Essa nova geração não estuda, que não tem esclarecimento de nada, leva a vida na bagunça, tudo para eles é farra, então trata a música romântica de brega. Nunca pensei na minha vida chegar ao ponto de ver a música romântica ser tão maltratada, tratada de maneira tão grotesca como agora. Chamar a música romântica de brega? A música romântica é poema, é amor, é carinho. A música romântica é um livro que ensina as pessoas, que leva para as pessoas aquilo que elas querem de saudade, lembrança, lembrança de algum lugar, de carta que você espera a resposta, saudade daquele grande amor que você perdeu.

 

Então o senhor faz música romântica?
É romântico. O breguismo é o que é malfeito por aí.

 

E o que é brega? O que o senhor classificaria de música brega?
É baderna. Agora eu posso falar o que é brega? Estão tratando a música de maneira pejorativa. Brega é cabaré, zona, baderna, coisa malfeita. Não é nem popular. Popular é uma coisa, coisa malfeita é outra.

 

Então o que é a música malfeita hoje? Quem o senhor citaria fazendo esse tipo de música?
A música romântica malfeita é o que está cheio. O cara até toca romanticamente, mas a letra e a melodia são malfeitas. Hoje você liga a televisão, aliás, acho que o povo gasta muita energia com televisão, assistindo aos programas indecentes, imorais, inclusive, principalmente, na música. Não existe mais uma grande cantora. Você não vê um grande cantor na televisão, um grande compositor. Não tem mais. Onde está o grande compositor?O sucesso destoa da boa música?
Eu, por exemplo, hoje mesmo estava falando com o grande músico Nazareno, mostrando umas músicas que o povo ainda não conhece. E eu digo que o povo não conhece porque o rádio não toca. O rádio só toca se paga. Eu não pago para tocar porque nunca precisei. O Nelson (Gonçalves) nunca precisou, o Luiz Gonzaga também não. Só precisa pagar para tocar quem não tem o que dar. O que acontece é que o rádio não toca mais a bonita música. Você liga o rádio e não ouve música bonita. Só ouve essas porcarias, essas baboseiras. Ultimamente moro em Fortaleza, e é uma bela cidade, mas tenho pena do povo de lá por ouvir tanta baboseira na rádio e televisão. Tem cara que vai à televisão tocar e a polícia deveria ir lá buscá-lo.

Mas não seria complicado nos dias de hoje fazer sucesso sem contar com a ajuda do rádio e da televisão? Como os artistas poderiam fazer?
Como Luiz Gonzaga fez, Nelson fez e Waldick Soriano faz. Padre Cícero pagou para ser padre Cícero? Lampião também não.

Desde o início da sua carreira, o senhor criou um estilo próprio que foi seguido por outras pessoas da música romântica. Seu diferencial começaria nesse estilo diferente?
Sou do sertão da Bahia, fui vaqueiro, garimpeiro, essas mãos aveludadas que hoje estão aqui já foram descascadas, trabalharam nos garimpos. Já botei roça sozinho, entrei no mato sozinho, fui grande vaqueiro. Eu no interior fui tudo na vida, grande sanfoneiro que ainda sou. Então, na época eu ouvia Luiz Gonzaga que era o maior cantor do Brasil. O maior sucesso. O maior cantor para mim ainda é Luiz Gonzaga e na época era o maior sucesso. A gente só ouvia no sertão Luiz Gonzaga, a gente só tocava Luiz Gonzaga. Morava no lugarejo que se chama Brejinho, a 20 quilômetros de Caetité (cidade natal dele), que hoje tem até avenida em meu nome. Na nossa vila sempre gostei de cowboy. Aí o amigo falou que estava passando um filme em Caetité. No cinema preto e branco ia passar um Durango Kid. E eu o vi de máscara preta, roupa preta, cavalo alasão. Assisti ao filme aí cheguei no lugarejo, meu pai tinha uma loja, peguei logo um brim sem vergonha, mandei fazer uma calça e um blusão e peguei um chapéu preto. Como eu não poderia usar máscara, fui no brechó e comprei os óculos preto. Comprei um cavalo igualzinho e saí. Aí eu continuei usando a roupa preta. Quando fui para São Paulo com a mesma imagem fui muito criticado. A primeira pessoa que usou chapéu preto e óculos preto na televisão fui eu. Hoje todo mundo usa. Mas continuei com a minha imagem, meus ternos pretos. Aí, eu tive condição de comprar umas roupinhas. Eu acho que a imagem de terno preto era mais bacana e continuei.



Escrito por Matheus Trunk às 01h01
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ENTREVISTA COM WALDIK SORIANO- parte 2

 

A música que o senhor faz sempre esteve muito ligada ao povão. Mas, hoje parece estar chegando à elite, que se aproxima do “romântico cult”. O que mudou? Será que essas pessoas estão tirando a máscara da música que sempre gostaram?
Agora você falou uma verdade. Tirando a máscara é isso que elas fazem. O meu público, se você ver meus shows, tem crianças, tem jovem, gente de todas as idades. Não tem preconceito de idade. O jovem quer conhecer o Durango Kid. O povo dessa idade, da terceira idade, que gosta da música e ainda valoriza a música romântica, que ainda valoriza o amor, quer ouvir porque não se ouve mais. O público que vai aos shows quer ouvir coisa bonita que também faz lembrar coisas bonitas. Vão lembrar namoros do passado.

Acabou o preconceito com a música romântica do povão?
Acabou o preconceito. Não tem mais isso. Hoje a empregada sai mais bonita que a patroa.

Seu grande sucesso foi “Eu não sou cachorro não”. Tem muita gente sendo cachorro hoje em dia?
E como tem. Gostei dessa pergunta. Principalmente hoje que a nossa cultura não sei de onde vem. Antes não era tanto assim, a mulher hoje é como objeto. Não concordo. Eu moro em Fortaleza, o Ceará hoje está sendo o campeão de exploração de mulher. Homem mata mulher à toa. Esses canalhas. Homem que mata mulher por ciúme ou porque foi traído é canalha. Tanta mulher no mundo, não resta dúvida que há homens que confiam, acreditam numa mulher e a mulher não presta. Se não presta manda embora. Matar uma pessoa, por quê? Só porque não quer viver com você. Isso aí está acontecendo muito no Brasil. Não sei por que; a nossa cultura não era essa. De uns tempos para cá o negócio muda e a violência no país está demais. Ninguém respeita mais ninguém. Essa nova geração não sabe o que é música romântica, por isso que chama de brega. Chamar uma tortura de amor de brega é brincadeira.

Qual o futuro da música diante dessa geração?
Eu ouvia sempre do meu grande amigo Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, eles falavam que quando a gente morrer vai acabar a música romântica. Luiz já se foi, Nelson já se foi, Orlando Dias foi embora. Só existe Cauby Peixoto, ainda tem o Timóteo que canta música romântica. Cantar “perdoa-me pelo bem que te quero” (começa a cantar). A música “Eu não sou cachorro não” é tratada de maneira pejorativa e isso é burrice dessa geração que está aí. Eles tratam porque fala do cachorro. Cachorro é melhor do que muita gente que existe por aí. “Eu não sou cachorro não para viver tão humilhado, eu não sou cachorro não para viver tão desprezado, tu não sabes compreender quem te adora...” (ele declama em poema a música). Chamar essa música de brega? Isso é um povo super atrasado. Desculpe-me, mas a cultura do Brasil está indo para a cucuia.



Escrito por Matheus Trunk às 01h01
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